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Mãe


Não, eu nunca vou saber o que é ser mãe. E, sinceramente, não me acho digno. Papel tão essencial não poderia caber a um homem. Não sei se algum homem seria capaz de entender e lidar com tamanho amor, que só de observar, de presenciar, já assusta. Eu sou pai, e sei da importância de ser pai, mas não tento me enganar. Clichês não o são à toa.

MÃE É MÃE!

Costumo dizer que esse lance de "dia disso" e "dia daquilo" é besteira. E nunca meu principal argumento se mostrou tão verdadeiro, tão inquestionável, já que, se tem alguém que merece que todos os dias sejam seus, esse alguém são as mães. Não as mães que colocam novas vidas no mundo, pois fazer isso é ato meramente biológico, mas as mães que criam, que amam, que cuidam, que apresentam seus filhos à vida.

Eu nunca vou saber o que é ser mãe, mas isso não significa que eu não reconheça sua significância.

Obrigado, mães!

Primeira Semana

Duas palavras: EPIC FAIL!

Das três metas traçadas no post da semana passada, só uma caminhou, e mesmo assim, cambaleante. Consegui avançar com o livro, não o quanto pretendia, mas mais do que avançava anteriormente. Voltar a fazer exercícios não passou da intenção. E as aulas, nem cheguei perto. Quando não fui atrapalhado por minha preguiça, fui pelos afazeres pessoais ou profissionais.

Essa situação precisa mudar. Vamos para a segunda semana.

Quebra de Confiança

Este post é uma crítica de livro

O escritor Harlan Coben já é figura repetida aqui no EB. Você pode ver outras críticas de livros dele aqui.

"Quebra de Confiança" nos apresenta o personagem Myron Bolitar, ex-promessa do Basquete que foi forçado a se aposentar após uma lesão. Agora advogado e representante de jovens esportistas, Myron se vê envolvido em uma trama muito mal explicada de desaparecimento. O personagem, cujo humor sarcástico acrescenta muito para o sucesso da história, precisa usar suas habilidades de investigação para salvar a reputação de seu cliente mais promissor.

Um dos poucos pontos fracos da história é o mesmo que se repete em algumas das obras lidas anteriormente: o ritmo inicial, que se arrasta um pouco até chegar ao momento de fluidez da história, dando ao leitor a impressão de estar assistindo a um filme. Tirando este fator, a obra assume as características já comuns às histórias de Coben: conforme o protagonista consegue informações, o leitor exercita o poder de dedução, tentando descobrir o assassino.

O livro alterna momentos bastante engraçados, suspense, violência e sexo, construindo uma trama bastante envolvente e competente em seus objetivos. É leitura para quem gosta de romance policial.

Nota: Proposta/Resultado: 10; Narrativa: 10; Ritmo: 8; Geral: 10

A Nova Jornada

Então é isso! A partir de amanhã, preciso - PRECISO - agitar as coisas por aqui. Eu posso até não ser o rei da procrastinação, mas sou pelo menos um dos membros do conselho. E isso precisa mudar. Então mais uma vez, estabeleci algumas metas, que lutarei para realizar a partir de amanhã. São elas:

- Escrever pelo menos cinco páginas do meu livro por dia: as páginas são em formato A4 - o que no fim se converterá em mais páginas do formato livro. Quero terminar de escrever o livro ainda em Maio, para revisá-lo em Junho e registrá-lo em Julho - nossa próxima viagem ao Rio de Janeiro.

- Voltar a me exercitar: quero chegar ao fim do ano com pelo menos 10kg a menos - minha meta e 20kg. Preciso voltar a ser uma pessoa saudável.

- Assistir a pelo menos 10h/a por semana: tenho 1 mês pra conseguir as 40h.

Três objetivos, três batalhas, um guerreiro - ou quase. Vou precisar de muita força. Vamos ver no que isso vai dar.

O Espadachim de Carvão

Este post é uma crítica de livro

Alguns escritores fazem sucesso seguindo uma fórmula. Seus livros, mesmo que muito bons, têm um "molde" facilmente identificável. Outros autores arriscam narrativas fantásticas, mas mantém os pés no chão, sem se arriscar MUITO no universo criado, talvez por medo de gerar uma falta de autorreconhecimento por parte do leitor. E existe um maluco chamado Affonso Solano, que não faz parte de nenhum dos dois grupos.

O Espadachim de Carvão é um livro que surpreende do início ao fim, e em vários aspectos. A narrativa, dividida em duas timelines que caminham paralelamente, constrói um enredo coerente, que se estabelece página a página, informação por informação. Falando em páginas, o fato deste não ser um tijolo - são 255 páginas - só acrescenta na agradabilidade da leitura.

A construção dos personagens se assemelha com o cultuado universo de Star Wars, com criaturas tão diversas quanto criativamente imaginadas, ao ponto de fazer o leitor querer uma edição ilustrada. Aliás, o cocriador do podcast Matando Robôs Gigantes poderia realmente usar seus talentos de ilustrador para passar para o papel suas criaturas, cuja singularidade às vezes fazem a mente do leitor dar nós. Mas o que poderia ser uma distração, em poucas páginas se torna apenas mais um dos elementos que enriquecem a obra, uma das mais envolventes e criativas fantasias publicadas por um escritor brasileiro.

Nota: Proposta/Resultado: 10; Narrativa: 10; Ritmo: 10; Geral: 10

Ser Humano


O ser humano se considera muito superior a todas as outras espécies do planeta. Mas basta muito pouca coisa para a gente perceber o quão iguais nós somos. Basta o ser humano tomar UMA atitude intempestiva, numa fração de segundo, e toda nossa "humanidade" desaparece, e voltamos a ser apenas animais.
Quando uma pessoa abandona o diálogo e parte para a briga, quando saliva ao ver uma suculenta fatia de carne, quando deseja outra pessoa ao sentir seu cheiro ou analisar sua postura, tudo isso a leva a assumir seu lado mais primitivo, mais primata, mais animal.
A ÚNICA coisa que realmente nos diferencia de todos os outros seres não é o raciocínio, a cultura, nem sequer a evolução tecnológica, mas nossa capacidade de racionalizar, de pesar eticamente os próprios atos. E parece que cada vez mais o ser humano está deixando de lado esta característica em prol do comportamento de grupo, da matilha.
Quando seguimos líderes sem questioná-los, nada mais somos do que lobos seguindo o macho alfa, patos seguindo o líder do voo. E é exatamente por isso que o questionador é sempre tão mal visto. Porque ser humano DE FATO causa desconforto, gera escolhas, cria possibilidades, e a verdade é que o ser humano se sente muito mais confortável tendo alguém dizendo a ele o que fazer.
Animais, meros animais.
Só uma reflexão para o domingo, sem qualquer motivo ou motivação específicos.
da série "textos que vieram sabe-se lá de onde, 
mas que precisavam ser escritos"

Três Anos


19 de Março de 2010, eu na porta do shopping, esperando a chegada dela, a mulher que eu conhecia fazia só duas semanas, mas que, desde que havia colocado os olhos nela, soube que ela era a síntese da mulher idealizada em minha mente.

Um dos fins de semana mais intensos e loucos da minha vida. E era só o começo, o começo de um relacionamento duvidado por muitos, mas nunca por nós. Ela mudou muito a vida dela por mim, eu mudei um pouco menos a minha por ela, e assim nasceu algo grande, indescritível e quase inacreditável. Mas algo real.

Hoje, três anos depois, somos uma família completa. Um casal, uma filha, uma cachorrinha, uma casa, e muitos sonhos realizados. Se alguém pode dizer o que é felicidade, esse alguém sou eu. E sei que ela também.

Obrigado, meu amor, por três anos de felicidade.

O Novo Papa

De um lado, a mídia, querendo agradar a maioria da população, exaltando a escolha do novo Papa, ressaltando suas qualidades, sua humildade, a tragédia que o levou a escolher o caminho da religião... do outro, críticos se apressando em mostrar o quão "mundano" o agora Papa Francisco - o primeiro com esse nome - é.

De um lado, um homem simples, que anda de transporte público, cozinha sua própria comida, e que perdeu um pulmão. Do outro, denúncias de associação com a ditadura argentina e perseguição a homossexuais. Seja qual for o seu lado nesse tabuleiro, a verdade é que impressiona o quão influente a igreja católica ainda é no mundo moderno.

Milhões acompanharam as sucessivas saídas de fumaça negra da chaminé do Vaticano, mostrando que, embora supostamente inspirados pelo espírito santo, os homens que lá escolhiam seu novo representante demoraram para achar a unanimidade. No Brasil, milhões de fiéis torceram pela escolha de um brasileiro, como se isso fosse tornar o país mais santo. Curiosamente, mais uma vez quem nos passou a perna foi a Argentina.

Uma nomeação que deveria ser meramente simbólica, importante apenas para quem vive dentro da tradição católica, mas que ratifica a sombra do radicalismo trazida pelo último papa, Bento XVI, um discípulo da juventude nazista. Se fosse para influenciar só os fiéis, não haveria problema algum. A questão é que, como pode ser visto ontem, o papa, assim como sua religião, ainda influencia boa parte do nosso mundo.

Que País É Esse?

O que está acontecendo com o Brasil? Será que os poderosos estão testando o brasileiro, a fim de descobrir qual é o ponto de estresse da população, o momento em que o povo se revoltará e quebrará tudo?

Se você chegar para qualquer pessoa minimamente sensata NO MUNDO INTEIRO e falar que um pastor evangélico racista, homofóbico e estelionatário foi não só eleito para Deputado Federal como indicado para Presidente da Comissão de Direitos Humanos, e que um ruralista que é a favor do aumento da área de desmatamento da floresta Amazônica foi indicado para a Comissão do Meio Ambiente, ele gargalharia e elogiaria a sua piada. Se você completasse dizendo que tanto o presidente da Câmara quanto o do Senado são acusados em processos de improbidade administrativa, ele vai te chamar de maluco.

Seria muito difícil convencer qualquer pessoa sensata de que isso é a mais pura verdade, principalmente se fosse declarado que isso acontece na 6ª maior economia do mundo. Mas essa piada de mau gosto é a pura realidade. Uma realidade suja, nojenta e desesperadora. Mas a realidade. Parece que a política brasileira chegou àquele ponto em que os excelentíssimos senhores se consideram tão autossuficientes que nem se dão mais ao trabalho de tentar esconder suas falcatruas.

A população brasileira parece ter atingido um estado de letargia tamanho, que não consegue enxergar nada do que acontece diante de seus olhos. Sim, porque nós, o povo, os eleitores, é que somos culpados por isso. Fomos nós que elegemos - e reelegemos - estes indivíduos. Somos nós que trocamos nossos votos por promessas rasas de ganhos individuais, irrisórios se comparados ao tamanho do rombo feito aos cofres públicos, cofres esses alimentados com nosso próprio dinheiro, em quantidade Às vezes maior do que o benefício que recebemos em troca do nosso voto.

Eu acredito já não ter mais um resquício sequer de otimismo quanto ao futuro deste país. Existem mobilizações, manifestações, discussões, mas o número de pessoas que participam é insignificante. Um abaixo-assinado contra o Renan Calheiros teve quase 2 milhões de assinaturas. Parece um número suficientemente grande para fazer barulho. Mas, se analisarmos friamente, ele equivale a 1% da população. Ao contrário do movimento dos 99%, neste caso, aqui no Brasil, nós somos o 1%, um triste, abandonado e silenciado 1%. E viva o povo brasileiro.

Resident Evil: Retribuição

Este vídeo é uma crítica de filme

Resident Evil: Retribution (no original) é provavelmente o filme da série que mais se aproxima do jogo. LITERALMENTE. Se você assistir com um joystick na mão, vai haver momentos em que você vai ter aquela urgência que só os gamers conhecem de apertar o X.

Tirando a Mila Jovovic, o jogo filme traz os personagens do jogo 4, Leon e Ada Wong (fotos comparativas no fim do post), além de personagens consagrados da série de filmes.

Também como nos outros filmes, não dá para assistir esperando uma obra-prima, com diálogos filosóficos e atuações dignas de Oscar - como toda adaptação de games. Porém, como filme de ação, ele cumpre seu papel. Tiros e explosões para todos os lados, efeitos especiais plausíveis, excelentes maquiagem de zumbi... tudo o que você espera de um filme RE.

Um destaque que precisa ser feito é a atuação da Mila, que, na segunda sequência (quando ela acorda a primeira vez), atua como se não tivesse qualquer habilidade em cenas de ação - algo exigido por sua personagem no momento. Num filme de atuações despretensiosas, essa sequência chama bastante a atenção dos espectadores mais ligados.

Enfim, um filme competente, sem ser espetacular, mas que garante a manutenção de sua fama de ser a melhor adaptação de um videogame para o cinema.

Johann Urb com Leon

Bingbing Li como Ada Wong
Nota: Proposta/Resultado: 9; Edição: 9; Atuação: 8; Geral: 8.

Eu, Burocrata - Balanço Inicial

Meu sumiço nas últimas duas semanas se deve ao fato de eu ter começado efetivamente a trabalhar em minha nova função. Como o setor ainda é novo, não tenho internet por lá, e mesmo quando há tempo, não há meios para que eu atualize o blog. Daí a ausência de posts.

Mas vamos lá: saíram as lições de disciplina, entraram as reuniões; saíram as elaborações e correções de prova, entraram as elaborações de pauta e registros de ata; saíram os diários, entraram os relatórios; saíram os alunos, entraram os professores. Essa é basicamente minha vida atual.

Não estou me queixando. Embora não seja um trabalho novo para mim - já exerci esta função numa escola particular do Rio de Janeiro -, é a primeira vez em DOZE anos que saio da sala de aula. E ela está me fazendo falta, embora eu repita para mim diariamente, como um mantra, que a mudança foi necessária. Já está passando da hora de andar para a frente.

A falta que meus alunos fazem, comparável àquela de um familiar próximo, vai virar costume, como tudo na vida. Até porque ela pode não ser definitiva. Enquanto isso, sigo como sempre, fazendo o que tenho que fazer da melhor forma possível. É só assim que eu sei trabalhar, e foi isso o que me trouxe para onde estou hoje.

Tenho dois filmes e um livro para criticar, mas isso ficará para próximos posts.